"Todos nós queremos o progresso. Progredir, porém, é aproximarmo-nos de um lugar aonde queremos chegar. Se você tomou o caminho errado, não vai chegar mais perto do objetivo se seguir em frente. Para quem está na estrada errada, progredir é dar meia volta e retornar a direção correta; neste caso, a pessoa que der meia-volta mais cedo será a mais avançada. [...] Penso que se examinarmos o estado atual do mundo, é bastante óbvio que a humanidade cometeu um erro. Tomamos o caminho errado. Se for assim, devemos dar meia-volta. Voltar é o caminho mais rápido". C.S Lewis, Cristianismo Puro e Simples.
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sábado, 4 de junho de 2016

Imagine there's no religion

Quando os jovens, imbecilizados pela mídia, idealizam juntos de John Lennon a supressão da religião, parecem não perceber que este seria um grande- senão o maior- retrocesso da história de nossa civilização.

Querem um mundo sem religião, ou, pelo menos, sem Cristianismo? Então aceitem uma sociedade onde o sacrifício humano e a escravidão sejam práticas comuns, assim como o incesto, o canibalismo, a poligamia, o aborto e o infanticídio. 


Rasguem os Direitos Humanos, não reclamem da discriminação contra a mulher, o negro e o homossexual -sim, o homossexual- e descartem também a possibilidade de estudar em uma universidade.


Esqueçam todas as facilidades que a astronomia, a genética, o geomagnetismo, a meteorologia, a sismologia e a física solar trouxeram para as suas vidas, já que essas áreas começaram a ser estudadas por cristãos e membros da Igreja, e apaguem da história elementos culturais preciosíssimos, como as obras de John Milton, Dante e Santo Agostinho; 


Destruam também as mais belas catedrais da Europa e do mundo, enterrem esculturas e pinturas de Michelangelo, Leonardo da Vinci e Rembrandt, e joguem no lixo todas as sinfonias de Handel, Mozart, Vivaldi e Sebastian Bach. 


Querem um mundo sem Cristianismo? Então estejam preparados para uma vidinha bem mais chata e miserável do que estão acostumados.

terça-feira, 10 de maio de 2016

O Livre Mercado e o Seu Sanduíche



Apresento-lhes o curioso caso do rapaz que resolveu fazer o seu próprio sanduíche a partir do zero. Essa parece apenas a história de mais um sanduíche qualquer, mas, para finalizá-lo, seu inventor levou cerca de seis meses de produção e teve um gasto aproximado de 1500 dólares.
Isso porque ele teve que plantar os seus próprios vegetais, ordenhar sua própria vaca, fabricar sua própria farinha e o seu próprio queijo, além, é claro, de fazer o seu próprio sal a partir da água do
 mar.

E todo esse processo teria que ser repetido por cada um de nós caso não existissem milhares e milhares de pessoas cooperando voluntariamente umas com as outras para produzir os ingredientes necessários à fabricação de um sanduíche caseiro.
Elas podem nem mesmo saber qual será o produto final e talvez nem gostem tanto assim de lanches naturais -mas, ao aderirem ao capitalismo e trocarem o seu trabalho por um salário, elas possibilitam que montemos os nossos sanduíches em menos de um minuto, por um preço super acessível e na hora em que bem entendermos, podendo, inclusive, elas mesmas, se beneficiarem de todos esses resultados.

Proponho, portanto, a todos aqueles que odeiam o mundo globalizado e o modelo do livre mercado, que comecem a produzir, pelo menos, as suas próprias refeições diárias.

terça-feira, 3 de maio de 2016

Pátria Educadora ou Pátria Doutrinadora?

Atualmente, NOVENTA E CINCO POR CENTO dos alunos brasileiros saem do ensino médio sem conhecimentos básicos em matemática, SETENTA E OITO POR CENTO sem conhecimentos básicos em língua portuguesa e quase QUARENTA POR CENTO de nossos universitários são analfabetos funcionais. 

Os números são, sim, muito assustadores e nem um pouco compatíveis com o lema do segundo mandato da presidente Dilma Rousseff, que prometia dar prioridade à educação de qualidade mesmo depois de (curiosamente) anunciar o esgotamento do FIES, o congelamento do programa Ciência Sem Fronteira e o corte de mais de 10,5 bilhões de reais no Ministério da Educação. 

Mas, apesar de medonhos, os números referentes ao conhecimento de nossos estudantes, infelizmente, não são surpreendentes: de acordo com uma pesquisa realizada pelo Instituto Sensus, 78% dos professores brasileiros acreditam que a principal missão das escolas seja a de “formar cidadãos”, enquanto apenas 8% deles acredita que sua verdadeira missão seja a de “ensinar as matérias propostas”. 

O que esperar, portanto, de alunos doutrinados por profissionais que estão cada vez mais preocupados em substituir o papel da família e em transmitir seus próprios ideais, ao invés de ensinar os conteúdos básicos e essenciais para a formação de um universitário competente?!

Eis a educação brasileira transformada em mais um simples panfleto ideológico.

sexta-feira, 1 de abril de 2016

O Dia da Mentira

        Nos dizem todos os dias que as cruzadas foram guerras injustas, que a Idade Média foi a Idade das trevas e que a inquisição matou milhões de pessoas na Europa. Nos dizem todos os dias que a Igreja Católica é inimiga da ciência, que o socialismo nunca foi aplicado e que o islamismo é uma religião de paz. Nos dizem que o nazismo foi um regime de direita, que Hitler era cristão, que o capitalismo tira a liberdade das pessoas e que é, acima de tudo, um sistema falido, antiético e imoral.
        Nos dizem que bandido é vítima da sociedade, que os brancos possuem uma dívida histórica com os negros, que o feminismo liberta as mulheres e que a desigualdade de gênero é assustadora em nosso país. Nos dizem todos os dias que as armas aumentam os índices de violência, que não devem existir padrões na música e na arte, que todas as culturas são iguais e que a globalização é responsável pelo desemprego no mundo.

        Nos dizem que o PT não quer o socialismo, que impeachment é golpe, que o PSDB é oposição, que o Lula diminuiu a desigualdade social e que o regime militar foi extremamente rígido e agressivo com o povo brasileiro. Nos dizem todos os dias que vivemos em uma democracia.

        Então eu te pergunto: pra que primeiro de abril quando se tem décadas de mentiras contadas descaradamente? 

segunda-feira, 14 de março de 2016

Eu tenho um amigo de esquerda

                Eu tenho um amigo de esquerda.
                Eu tenho um amigo de esquerda, carregado de boas intenções.
                Ele olha pro mundo, vê injustiça, maldade, mortes e tragédias, e acredita que o governo é capaz de solucionar os seus problemas. Implora por mais saúde, educação, transporte e segurança. Implora por justiça. Ele acredita que a sua ideologia é humanitária, caridosa, preocupada com os seres humanos. Que pode ajudar os pobres e as minorias, e levar igualdade, prosperidade e muito progresso à sua nação. Ele acredita que a esquerda tem potencial para acabar com a peste, com a guerra, com a fome e com a morte. E dá a ela, mais um voto de confiança. Confia como alguém que tem certeza do que faz. Confia sem medo e sem hesitação. Confia como uma criança inocente que se entrega a um desconhecido.
                Ele põe sua mão no fogo e põe sua mão no fogo sem ao menos entender o que de fato está defendendo. Sem conhecer as origens, as intenções e a história dessa ideologia. Eu tenho um amigo de esquerda e desconfio que ele nem saiba o que isso significa. Não sabe que seus ideais imploram por um governo grande e poderoso, corrupto e totalitário, que pune os esforçados e premia os vagabundos. Não sabe que a sua ideologia é bonita apenas no papel, nem que ela foi pensada por pessoas mal intencionadas.  Ele põe sua mão no fogo e tapa os olhos para todas incoerências, contradições e para a própria realidade.
                Ele tapa os olhos para as regras da natureza, para os acontecimentos históricos, para os números e para experiência: tapa os olhos para algo que chamamos de 'verdade'. Ele tapa os olhos para o fato de que o racismo, a homofobia, o sexismo e o preconceito ocorrem dentro de sua própria ideologia. Sua mente está confusa, doente, com abstinência de conhecimento. Está precisando de uma dose realidade.
                Ele não consegue mais perceber seu corpo sendo movido pelos interesses governamentais, e sua boca repetindo as palavras da imprensa. Está tão desnorteado que não sabe nem diferenciar o que condiz ou não com os seus próprios pensamentos. Ele não lê, não estuda, não procura informação. Não se esforça para ouvir outros pontos de vista: mas também não sabe apresentar os seus com clareza. Argumentar? Não dá certo. Ele trava, gagueja, não mostra fontes, e nem sabe se comportar. Muitas vezes, apela para xingamentos, ofensas e, em alguns casos, para agressões físicas.      
             
  Sim, eu tenho um amigo de esquerda, e ele precisa de ajuda. Precisa entender que sua ideologia não é tão bela quanto parece, não é tão humana quanto se diz e não é tão tolerante como promete. Precisa saber que em sua ideologia não há valores, nem virtudes. Não há amor, nem bondade. Não há preocupação nem com o negro, nem com o pobre, nem com a mulher e nem com o homossexual. Não há preocupação com o povo e com ninguém. Nela, há apenas manipulação, mentiras, ódio e sujeira. E, acima de tudo, muita sede de poder.
               Nos locais em que é aplicada, muitos crimes e assassinatos em massa acontecem. Foi assim na Revolução Francesa, com os jacobinos, e na Rússia, com os bolcheviques. Foi assim com Mao Tsé Tung, cujo governo assassinou mais de quarenta e cinco milhões de pessoas, e com Stálin, que matou mais de vinte milhões para implantar o comunismo na União Soviética. Foi assim no Camboja, na China, na Coréia do Norte, no Afeganistão, em Cuba e no Vietnã. Foi assim em todos esses países, onde apresentou exatamente o mesmo discurso generoso e altruísta que utiliza em nosso território.
                Eu tenho um amigo de esquerda. E ele precisa ceder. Precisa ter humildade intelectual e admitir que precisa de ajuda. Tem que sair da ilusão de uma sociedade perfeita e enfrentar a realidade que nos cerca. Entender que o mundo pode, sim, ser muito cruel e injusto, mas que não é através de governo nenhum que acabaremos com os nossos problemas.
                Eu tenho um amigo de esquerda e quero vê-lo abrindo os olhos para a realidade.