Origem dos termos:
As ideologias “esquerda” e “direita”
foram criadas durante as assembleias francesas do século 18. Nesse período, a burguesia procurava, com o apoio da população mais pobre,
diminuir os poderes da nobreza e do clero. Era a primeira fase da
Revolução Francesa (1789-1799).
Com a Assembleia Nacional
Constituinte montada para votação o clero e nobreza, não gostavam de sentar próximo a burguesia e se assentavam ao lado direito.
Dentro dessa visão, ser de esquerda
presumiria lutar pelos direitos dos trabalhadores e da população mais
pobre, a promoção do bem estar coletivo e da participação popular dos
movimentos sociais e minorias. Já a direita representaria uma visão mais
conservadora, ligada a um comportamento tradicional, que busca manter o
poder da elite e promover o bem estar individual.
No Brasil essa ideia se consolidou com a chegada da ditadura militar quem apoiava o golpe era de direita, e quem apoiava o regime socialista de esquerda.
Conservadorismo em si:
Conservadorismo em si:
Em geral o conservadorismos pode abranger todas as partes da direita, exceto o extremo porque a via de regra os extremos tanto de direita quanto de esquerda, são os que apoiam mudanças e isso não tem nada a ver com "conservar". O termo "conservador" denota a adesão a princípios e valores
atemporais, que devem ser conservados a despeito de toda mudança
histórica, quando mais não seja porque somente neles e por eles a História adquire uma forma inteligível. Por exemplo, a noção de uma ordem divina do cosmos ou a de uma natureza humana universal e permanente.
Não acreditando na "bondade natural do Homem", os conservadores consideram que são os constrangimentos introduzidos pelos hábitos e tradições que permitem o funcionamento das sociedades, pelo que qualquer regime duradouro e estável só poderá funcionar se assente nas tradições.
Assim, para os conservadores não faz sentidos elaborar projetos universais de sociedade
ideal - não só tal sociedade será inatingível (devido ao que acreditem
ser a imperfeição intrínseca da natureza humana), como, devido a
diferentes povos terem diferentes histórias e tradições, o modelo social
mais adequado a um povo não será o mais apropriado a outro - criticando os revolucionários franceses, Joshep de Maistre escreveu:
"A Constituição de 1795 (...) foi feita para o homem. Ora, não existe
homem no mundo. Tenho visto na minha vida franceses, italianos, russos,
etc., mas quanto ao homem declaro nunca o ter encontrado na minha vida'
Por: Higor Ramos
Nenhum comentário:
Postar um comentário