Há décadas trava-se o embate - ciência x religião - na enganosa tentativa de colocá-las em dois polos distintos, como substâncias heterogenias. Em breve palavras mostrarei a importância de quebrar com essa visão dicotômica.

Antes de mais nada, é cabível lembrar que as maiores contribuições para a ciência foram feitas por cristãos. Basta uma simplória pesquisa para confirmar o que estou dizendo. Porém, este não é o objetivo desta análise. Vamos ao que interessa de forma objetiva!
Os valores religiosos são o empecilho e o limitador moral do uso da ciência. Ele não impede o seu desenvolvimento, apenas impede o seu uso, após desenvolvido, de maneira discricionária. Note que todos os valores são dados objetivos.
Alguém poderia indagar: não precisamos de religião para isso, basta que eu faça aquilo que queria que fizessem comigo. Tal pessoa esqueceu que existem masoquistas soltos por aí... Nesse exemplo, os valores limitadores já invadiram o subjetivismo absoluto, esquecendo que nem todos são absolutamente iguais.
Para exemplificar, cabe um exemplo prático: imagine que estamos diante de uma arma; tal pode matar qualquer pessoa, não é mesmo? Porém, por existir a ideia moral emanada diretamente dos mandamentos, "não matarás", nós não mantamos por matar. Por condicionar de forma uniformizada, o minimo possível do povo de um determinado território, é que a religião é o único fator capaz de formar uma sociedade. Não há como criar civilizações em laboratórios, Marx bem que tentou... Aqui entra o problema do multiculturalismo que será estudo outrora.
Cabe outro exemplo, bastante utilizado contra dos libertários e liberais: pense nos direitos fundamentais, civis, personalíssimos, humanos e etc; bom, caso não houvesse valores para limitá-los, eles perderiam suas finalidades. Basta observar o direito à vida sem os valores, cada uma seria capaz de dispor e matar-se. O direito à liberdade seria absoluto, mas, ontologicamente é impossível; só há um homem livre se todos os outros forem pré-determinados.
A ciência sem religião é cega. A ciência não é capaz de definir a si própria no espectro axiológico[1] e, talvez, ontológico[2], nem se limitar.
Estou estudando mais sobre o assunto. Em breve, mais informações complementares.
[1] Trata-se dos valores.
[2] Trata-se dos conceitos sem, necessariamente, um valor.
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