
Uma figura que ganhou destaque nos últimos meses foi o deputado Eduardo Cunha. Qual a minha opinião sobre essa personalidade? Veremos.
Antes, porém, é preciso esclarecer: o que motivou essa postagem foi a menção do deputado Jair Bolsonaro ao Cunha durante seu voto. Gerou bastante polêmica.
É necessário entender uma coisa quando se trata de política e poder: não podemos sempre escolher nem podemos se apegar a ideáis. É caso concreto, é o que temos a disposição. Tínhamos o objetivo: botar Dilma para fora e, nesse caso, nosso melhor instrumento foi sem dúvidas Eduardo Cunha. Sem ele, não haveria impeachment.
Além disso, Cunha introduziu, depois de anos, uma pauta conservadora e, isso, que irritou os esquerdistas. Ouso dizer que sua pauta incomodou mais que seu roubo propriamente dito, aliás, todos estão com nome sujo.
Não se pode negar que Cunha conduziu bem, não só ontem, mas em toda sua presidência a câmara dos deputados. Seu trabalho institucional foi bom, quiçá excelente.
Não obstante, moralmente... Cunha é réu na lava-jato e deve pagar por tudo, ao final do devido processo legal, como todos os demais envolvidos. E nesse ponto, é bom ressaltar que o vice-presidente da câmara também é réu e aliado ao PT; tratando-se de poder real, de política e de guerra, o que é melhor: um réu contra o PT ou um réu a favor do PT? O inimigo do meu inimigo, é meu amigo. E, como Cunha já fez seu papel, não nos interessa mais: que pague pelos seus crimes.
Foi notório o discurso do Jair Bolsonaro: se referia a sua função institucional. Agora, politicamente, Bolsonaro agiu mal, deveria ter evitado; mas, todos sabemos que ele fala o que quer e não procura voto.
Então, não caiam no jogo da esquerdista. Não se preocupem com isso que só interessa a esquerda. Cada um que pague pelos seus atos. Mencionar uma pessoa envolvida em corrupção não torna ninguém corrupto.
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